Condescendência
Meditação do clube de desbravadores “Patrulheiros da fé”.
Dinâmica: Pedir para escreverem no “post it” o motivo pessoal pelo qual Jesus morreu por eles, deixando claro que aquilo que estiver escrito no papel foi o motivo pela morte de Jesus. Colar o papel na cruz erguida à frente.
Objetivo: Compreender que fomos nós os assassinos. Pelas nossas atitudes Jesus morreu. Minha inveja, meu ódio, meu rancor, minha soberba. Eu o matei com isso. Por min pereceu.
Condescendência
“Foram eles, aqueles homens maus e corruptos. Foi aquele império sangrento e líderes impiedosos. Traspassaram-no e o maltrataram. Cuspiram em sua face. O nosso doce mestre foi morto há muito tempo.”
Como pode aumentar tanto a distância? Se isenta do crime constantemente naquela massagem mental da condescendência própria. Não foram eles que o crucificaram, foi você. No teu inocente dia a dia já amortecido pelo costume. O costume de odiar, de usurpar, de roubar, de trair, de matar. O solo do calvário está em festa, infestado de vermes se alimentando do teu cuspe. Pois diariamente cospe na vida e morte de Jesus. Foi você! Não se isente da culpa. Foi você o feitor que estalou o chicote. O punho que lhe acertou as carnes era teu. O martelo a cravar os cravos nas mãos estava sobre o teu controle. Quem O ergueu na cruz e fincou ao solo foi você. Tua ganância tirou de Jesus seu único bem terreno, sua capa. E, como lembrança de consideração, deu-lhe vinagre fétido ao pedido de água. Tua deliberada escolha pela rebeldia fê-lo deliberadamente escolher teu lugar. Lhe cabia aquela cruz. Mas Ele carregou por ti.
Isaías 53 é o texto áureo dos sofrimentos de Jesus, “Certamente ele tomou sobre si nossas enfermidades, e nossas dores levou sobre si; e nós o reputávamos por aflito, ferido de Deus e oprimido. Mas ele foi traspassado pelas nossas iniquidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas pisaduras fomos sarados.” Isaías 53:4–5. Mas pouco se pondera acerca de suas verdades. Cada dia que passa o pecado tem sido desconsiderado. Nossos erros não são fruto de um coração poluído pela maldade, apenas respostas naturais frente as situações de necessidade. A impressionante cena da morte tornou-se banal e Jesus é mais uma figura dos relatos de tortura que cruzam os séculos. Mesmo entre a comunidade de fé a frieza manifesta na falta de amor e a mortificação pela condescendência imperam. Esse é o perigo incessante da paz. Do pós-guerra. Ao afastarmo-nos do campo de batalha perdermos de vista a causa da luta. Subestimamos o inimigo quando seu ódio não nos mira a face. Já faz muito tempo da vinda de Cristo e dizem ser demorado a sua volta, “Onde está a promessa da Sua vinda? Porque, desde que os pais dormiram, todas as coisas permanecem como desde o princípio da criação”, 2 Pedro 3:9. No meio do caminho da espera, muitos se esquece dos horrores do campo e aposentam as armas. Deixando ao cargo da memória a manutenção do castelo que logo será invadido pelo inimigo. Com o castelo tomado, existe somente uma saída: se atolar até o pescoço no mar desse evangelho. Buscar em profundidade “negar o eu, dia a dia e tomar sua cruz”, sem pestanejar, trilhar as veredas deixadas em marcas de sangue. Sabendo o motivo das gotas vermelhas no chão.

Comentários
Postar um comentário