O anticristo



Texto escrito para o “Culto de pôr do sol”. Projeto inicial no segundo semestre de 2023 com o intuito de transmitir a mensagem do advento a todo o mundo em minha geração.

O Anticristo parte 1

Da primeira folha escrita pela caligrafia do céu até a consumação dos séculos; as profecias se cumprem com o passar dos tempos, demonstrando o absoluto controle de Deus no enredo da humanidade e tudo que a diz respeito. Jesus certa vez disse: “Disse-vos agora, antes que aconteça, para que, quando acontecer, vós creiais”, João 14:29. Benditos são aqueles que esquadrinham as linhas proféticas e se preparam para os acontecimentos vindouros, pois sua fé será fortalecida na certeza da breve volta de Jesus. Bem aventurados aqueles que desatam os ouvidos para prescrutar a voz da profecia, sendo agraciados com os avisos urgentes do céu, ouvindo os alarmes angelicais em voz de grandes águas e trombetas (Apocalipse 1: 1–3). Inspirou nosso Deus aos profetas em nosso favor. Por isso, detenha-se em atenção naquilo que foi deixado para ti.

Por anos retratamos dramaticamente as palavras simbólicas do último livro da bíblia. Criaturas demoníacas, instituições perversas, povos distantes e isolados, seres de outros mundos, e outras mais criações do imaginário artístico e impressionista. Mas o tema do anticristo não necessita do fantástico humano para ser compreendido. No trato profundo das escrituras encontramos explicação suficiente. Lutero, expoente e originador da reforma protestante, certa vez bem disse: “As profecias só podem ser perfeitamente compreendidas após se cumprirem”, e, de fato, temos a luz concedida por Deus. Ademais, confiemos em suas promessas. Dezesseis capítulos saltaremos do livro do Apocalipse para encontrar, no pouso, um tema sensacional: “O anticristo”. Mas antes de falar propriamente sobre ele, compreendamos as simbologias principais que circundam o dito cujo.

A prostituta assentada sobre a besta, numa atitude de afronta a Deus e ao Seu povo, referenciada em Apocalipse 17:1–6, é um contraste da igreja fiel e prudente. “Porque zelo por vós com zelo de Deus; visto que vos tenho preparado para vos apresentar como virgem pura a um só esposo, que é Cristo”, 2 Coríntios 11:2. A metáfora empregada é antiga, desdo começo da história do povo Hebreu a prostituição é empregada para ensinar ao povo sobre a fidelidade ao Deus verdadeiro. Veja o exemplo de Oseias, que se casou diversas vezes com uma prostituta que o traia constantemente: “Quando, pela primeira vez, falou o Senhor por intermédio de Oseias, então, o Senhor lhe disse: vai, toma uma mulher de prostituições e terás filhos de prostituição, porque a terra se prostituiu, desviando-se do Senhor. Foi-se, pois, e tomou a Gômer, filha de Diblaim, e ela concebeu e lhe deu um filho”, Oseias 1:2–3. A infidelidade é marcada pelo adultério, “Porque adulteraram, e nas suas mãos há culpa de sangue; com seus ídolos adulteram, e até os seus filhos, que me geraram, ofereceram a eles para serem consumidos pelo fogo. Ainda isto me fizeram: no mesmo dia contaminaram o meu santuário e profanaram os meus sábados. Pois, havendo sacrificado seus filhos aos ídolos, vieram, no mesmo dia, ao meu santuário para o profanarem; e assim o fizeram no meio da minha casa”, Ezequiel 23: 37–39. Por isso, A grande meretriz que se “achava-se montada numa besta escarlate, besta repleta de nomes de blasfêmia, com sete cabeças e dez chifres” (Apocalipse 17:3), simboliza a igreja apostatada e profana. Marcada pelo sincretismo com outros costumes. O significado da besta se encontra em no verso 9. As sete cabeças são sete montes, nos quais a mulher está assentada. São esses montes sete reis. O giro histórico pelas guerras atrozes do local onde João está recebendo sua visão direciona quais seriam esses reis. A sucessão de impérios perseguidores culminarão no “oitavo rei” que “procede dos sete, e caminha para a destruição”. Anteriormente, no versículo 10, cinco reis são ditos caídos e outro ainda existe. Seriam esses reinos: Egito, Assíria, Babilônia, Grécia e Medo-Pérsia. O reino “que ainda existe” é o império romano, aquele que, apontado por Daniel, “proferirás palavras contra o altíssimo, magoará os santos do altíssimo e cuidará em mudar os tempos e a lei; e os santos lhe serão entregues nas mãos”, Daniel 7:25. Além disso, “levantar-se-á contra o Príncipe dos príncipes, mas será quebrado sem esforço de mãos humanas”, Daniel 8:25. O império pelo qual Cristo foi morto é o romano. A palavra grega de apocalipse 17:11 empregada dizendo que o oitavo rei “procede” dos sete, significa cópia de personalidade. Ele deveria agir no mesmo espírito de iniquidade dos anteriores. Perseguindo e matando os adoradores fiéis. Apocalipse 13:3, onde está a mesma besta do capítulo 17 (possuem as exatas mesmas características), diz que a sétima cabeça é ferida de morte. Como vimos, as cabeças são a sucessão de reinos perseguidores do povo de Deus. Sendo o sétimo Roma eclesiástica , que sofre uma ferida de morte, mas não se extinguindo por completo. No ano de 1798 o papa Pio VI é decapitado e Roma perde seu poder estatal na maior parte do mundo. Entretanto, no versículo 3 é dito da cura mortal desferida contra a sétima cabeça. Deveria se recuperar. 1929, o tratado de Latrão é assinado e o Vaticano é instituído em Roma. Estamos vivendo no período da Roma Cristã ferida, marcada pela separação da Igreja e o Estado.

A besta teria alcance mundial, pois está assentada sobre muitas águas. Muitas águas significam “povos, multidões, nações e línguas” (Apocalipse 17:15). A besta é Roma, sua prostituição está nos acordos politico-militares, sua embriagues na disposição em perseguir os fiéis. Serviu às nações o vinho do cálice de suas doutrinas no imperialismo e propostas de falso evangelho empregados no mundo durante seu poderio estatal.

Na fronte da meretriz está escrito “Babilônia, a grande, a mãe das meretrizes e das abominações da terra” (Apocalipse 17:5). A referência também é histórica, babilônia na escrita bíblica e profética é simbolo da confusão doutrinária que se expande. Através de suas “filhas”, porque é “mãe”, ela propaga seus ensinamentos incorretos pelo mundo. Roma (mais uma vez apontada) foi a igreja mãe que difundiu suas doutrinas — sobretudo, a observância do domingo e a imortalidade da alma — falsas no meio cristão.

Quem seria o antricristo?

A besta que representa a oitava cabeça é o anticristo! É o papel exercido pelo “que se opõe e se levanta contra tudo que se chama Deus ou é objeto de culto, a ponto de assentar-se no santuário de Deus, ostentando-se como se fosse o próprio Deus” (2 Tessalonicenses 2:4). Um resumo histórico dos movimentos e poderes que perseguiram o povo de Deus na história. Ele possui quatro características: tem aparência de Cristo; não aceita toda a bíblia; opera milagres e prodígios e diz ser Cristo.

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